Sábado, 9 de Maio de 2009

Olha a comédia stand up aí


Faz poucos minutos que retornei da peça Seleção do Humor, a qual está em cartaz até o dia 30 deste mês no Teatro Folha, shopping Higienópolis.

Confesso que minha primeira experiência com stand up não foi das melhores. Foi aquela em cartaz com o Rafinha Bastos, A arte do insulto há quase 2 anos atrás.


Sabe que depois de sair do espetáculo eu tinha uma certeza, eu nunca mais vejo esse tipo de peça. Mas percebi que a culpa não era do estilo da comédia, afinal ela dá certo há muitos anos nos Estados Unidos e, mesmo recentemente no Brasil , o público vem aumentando e lotando as cadeiras dos teatros que recebem o stand up.


Comédia é muito difícil. Mesmo que você já tenha ali o seu pré roteiro de piadas, é necessário o time. Se não tem, esquece, que nada que será falado ali terá graça.


Voltando ao Seleção do humor, que conta com Bruno Motta, host da apresentação e que faz isso muito bem, é o fixo. Na apresentação de hoje, teve presença de muitos convidados, que infelizmente não me recordo o nome deles.


Mas já que conto com esse imprevisto, pego para falar da atuação desses comediantes pelo tipo de piadas que estão no estilo stand up.


Piada auto depreciativa...porque eu sou gorda, ou baixinha, ou gigante, magricela, narigudo, orelhudo e qualquer outra coisa que a pessoa pegue sua , que possa estar fora do padrão globo de qualidade ou dos parâmetros fashionistas.


Ok. É engraçado ouvir um ou dois comentários...mas não metade da sua apresentação. Pra mim não funciona. Acho, desculpe o palavriado, mas é um pé no saco! Me remete aquele velho jogo de defesa do ego, eu me critico primeiro antes que os outros façam isso.


Na verdade essa é a única coisa negativa que tenho a comentar.


Peço desculpas por não ter o nome dos outros comediantes, incluise desta que fez as piadas destruidoras de ego, mas logo isso será corrigido. Gosto de escrever logo quando eu chego em casa; as impressões, as emoções estão recentes e, amanhã elas já terão sofrido perdas, que podem ser vitais e atrapalhar a minha visão da peça.

Com os nomes em mão, continuo este post falando de cada comediante.

Indico este espetáculo. Infelizmente não é para todos. O custo dele é de 35 reais para aqueles que pagam inteira. Sem contar o horário, meia noite; quem depende de condução já complica ou convida um amigo que tem carro ou fica passeando a madrugada toda. E, para aqueles que vão de carro e pagam inteira, ainda tem o estacionamento, de um preço nada promocional de 3 horas com custo de 8 reais.

Detalhes e mais detalhes, que inconveniencia!

Mas não me deixa sempre a vir a cabeça que, cultura e entretenimento não é pra todo mundo.Tá bom , todo mundo já sabe disso...mas é algo que tem que ser discutido sim, para que se ache uma solução.
Hoje, tem que ter mais que vontade, tem que ter capital...Claro que há as opções de baixo custo ou até gratuita, mas porque não todas oferecerem isso em um determinado momento?

E aqui que já abordei a mesma discussão no Hamlet do Wagner Moura, porque não criar dias populares? Permitir que todos que tenham interesse, mas não condições economicas, possam assistir a um bom espetáculo.
Reconheço a dificuldade de montar uma peça, do patrocionio, do pagamento dos atores e equipe técnica, do aluguel do espaço. Mas, nada mesmo pode ser feito?Em um dia no mês, um final de semana, haver apresentações com preços e horários mais acessíveis? Ainda mais no caso dos stand up, que não exige, figurino, cenário e, se feito até um determinado horário, pode ser feito a luz natural e em um local público?

Fica aí, mas uma vez esse questionamento solto...

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

A Queda da Sinagoga de Dionísio

Conforme o tempo vem passando, aos poucos, São Paulo perde um dos espaços mais importantes e significativos na história do teatro brasileiro e, afirmo com todo o penar de como esta situação é triste.
Não há muito tempo freqüento o Teatro Oficina, precisamente falando, desde 2006, mas é notório esta queda de público que é conseqüente da queda do grupo. Não no âmbito profissional, já que isto nunca me pareceu ser uma prioridade de ter excelente atores quando se comparado a outrora, nos tempos áureos do Oficina; e sim na energia entre atores entre atores e ator com público.
O carnaval que sempre foi tido como fonte de vida neste teatro tem na verdade desaparecido e excluindo o público do convívio e da sintonia da companhia. Não me refiro também as intervenções do público em cena, mas da ligação verdadeira dos profissionais que lá trabalham com as pessoas que lá freqüentam.
Das poucos vezes que fui nestes últimos meses, senti um conflito de egos entre os atores.
Percebe-se que lá há um rodízio entre os queridinhos e, quando isso acontece os outros em cena parecem meros figurantes e deixam em evidências “os grandes”.
Que teatro é esse? Cadê o coletivo? A união? O poder de unir as diferenças que, por mais divergentes que possam parecer, agora estão separadas por um abismo.
Afirmo que, das pessoas que conheci lá, refiro-me público, sentem falta disso. Falo aqui em nome de alguns deles que sentem que o lugar que tanto gostávamos de ir, que tínhamos como um templo, está desfalecendo.
Penso que, algo poderia ser feito se de fato eles quisessem fazer. Sei que o público fiel que eles sempre tiveram o apoiariam.
O jeito é aguardar e quem sabe esperar também que Eles vejam isso e que tudo seja revertido.

Evoé!

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Se vira...


Ás quintas feiras, no teatro Tuca ás 21h31, ou talvez com alguns minutos de atraso decorrente a grande quantidade de pessoas , está em cartaz o espetáculo " Improvável".


Bom, primeiramente é preciso avisar que, esteja preparado para rir até seu estomago começar a doer...suas bochechas arderem...


Com a presença de quatro comediantes em palco, Improvável é um espetáculo no qual esses atores realizam cenas improvisadas por meio de frases que a própria platéia sugere antes do espetáculo ou no durante.


Dinamismo é a palavra chave.


Entretenimento garantido pelo simples fato e, genial, de colocar pessoas em situação cotidianas, porém bizarras...aquelas que geralmente só ficam na nossa cabeça são finalmente visualizadas ao vivo e a cores.


Ficam em palco nu. Apenas quatro bancos, pretos e coloridos, no centro e mais um a direita do palco a qual é ocupada pelo mestre de cerimônia, geralmente um convidado, entre eles podem-se citar: Marcelo Tas, Oscar Filho, Marcela Leal, Marco Luque, Marianna Armellini, Cristiane Wersom, Marco Gonçalves, Márcio Ballas e Rafinha Bastos, que há um ano atrás era o MC fixo do show.


Genialmente criado, produzido e encenado pela Cia Barbixas de Humor, grupo composto pelos atores Anderson Bizzocchi, Elídio Sanna e Daniel Nascimento, apesar que vale lembrar também que Improvável é influênciado pelo programa "Whose Line is it Anyway?" transmitido na Inglaterra e Estados Unidos; o espetáculo ficou nacionalmente conhecido por meio do youtube e, assim, a platéia já sabe exatamente o que as espera e o que quer ver.


Histórias improváveis, Frases improváveis, Troca, acredito que o mais famoso e aclamado pelo público, Conto de Fadas, Abecedário, Slide Show e Perguntas são apenas alguns dos quadros apresentados em cena.


Interessante que, ao parar pra analisar que, quem teve a idéia deste espetáculo é um gênio. Estudantes de teatro sabem disso...quem não fez um jogo teatral? Talvez não o mesmo tipo que eles fazem, mas é algo que puta: é a maior sacada; você entra em cena, "faz graça" que pode dar certo ou também ser um desastre e ai, no final do dia tá lá...teu salário!


Já conseguiu pensar em algo melhor pra ser? Pra fazer?


Lógico que não.


Mas estar ali não é também tão fácil quanto parece.


Não é pra qualquer um conseguir criar cenas em apenas segundos e que tenham sentido e engraçadas; exige-se um pensamento sagaz e não só falar besteira a torto e a direito.


O timming, a pré disposição e, principalmente a prontidão. Há vacilos, mas afinal, quem nunca vacilou? Agir espontaneamente , de maneira clara e intencional exige muito foco e muita bagagem.


Privei de analisar cada ator, como geralmente costumo fazer...penso se é possível tal observação quando nos deparamos com a improvisação, ainda mais cômica.


Querendo ou não, estão lá pessoas que sabem fazer os outros rir.


Relevando tudo isso e, ainda mais daqueles que podem comprovar o que foi dito aqui, Improvável é uma ótima opção para uma quinta feira tediosa ou para já te preparar pro final de semana.


Sem previsão de final de temporada, mas não perca tempo.


Tire suas nádegas da cadeira do computador e vá ate o Tuca apreciar este espetáculo que provavelmente o mais hilário e humano que assistirá.


"Um espetáculo provavelmente bom" com duração de provavelmente 60 minutos.


Vendas de ingresso pelo site http://www.improvavel.com.br/ ou no próprio teatro no valor de R$40,00 ou você pode adquirí-los antecipadamente pelo valor de R$30,00, mas somente para inteira.


Xerete enquanto isso no site do youtube; basta digitar improvável que vários vídeos estarão a sua disposição.


Zele nossos comediantes; contemplê-os que é fato que não haverá arrependimentos.

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Na minha não!


No espaço subterrâneo do Centro Cultural de São Paulo está em cartaz a peça Navalha na Carne, de Plínio Marcos. O elenco conta com os atores Gero Camilo, Gustavo Machado e Paula Cohen, com direção de Pedro Granato.
O local para apresentação é muito bem arquitetado pela simplicidade. Ao entrar, uma “cortina” de fios de plásticos; um dos atores está já na porta para receber o público.
A sua frente já se pode ver uma cama redonda de motel e, a sua volta quadro canos de luz; uma porta de ferro muito bem feita que apenas se tinha a parte central e o coração vermelho que piscava metade para cima e depois metade para baixo.
Ficamos em forma de arena e, enquanto o público se ajeita nas cadeiras os atores interagem com seus novos vizinhos.
Todos a postos. Sob patins, shorts azul claro e uma camiseta regata, ouve a voz imponente de Gero Camilo com a seguinte canção: “ Quando eu digo merda, eu quero dizer Axé...Evoé! Repetido algumas vezes o refrão, o espetáculo se inicia.
Merda.
Navalha na Carne conta a história do cafetão Vado, da prostituta Neusa Sueli e do homossexual Veludo. A trama se desenrola quando, Neusa chega do trabalho e deve entregar o dinheiro ganho na noite de trabalho a Vado porém, quando eles percebem o dinheiro sumiu e deduzem que foi Veludo que levou a grana, já que ele é o faxineiro do motel.
A boa pinta e malandragem do cafetão; a insanidade sã da prostituta e o bom humor do gay transformam a peça em uma comédia apesar de todos os problemas vividos pelo os personagens.
A mulher, nesta peça de Plínio, mostra um lado mais sórdido, diferente de “ Quando as Máquinas Param”. A carência e a dificuldade da profissão de Neusa Sueli a deixam presa a um homem que a maltrata, humilha e a deixa a ver navios.
Cenas de sexo entre os três atores simultaneamente desvendam a posição de cada um durante o espetáculo. Veludo, apesar de se portar como uma dama, consegue dominar Vado, enquanto Neusa até o fim não passa de um boneco.
Quanto a atuação. Gero Camilo é excelente. Tem uma puta potência vocal, presença e sabe lidar bem entre as situação cômicas e dramáticas. Só parei pra pensar durante um momento: “Porque ele só faz personagem homossexuais?” Claro que ele já fez outros tipos de personagens, mas na minha cabeça só me lembrava do marido de Rodrigo Santoro em Carandiru.
O cafetão, interpretado por Gustavo Machado é bom. Apenas no inicio do espetáculo que não era possível entender uma só palavra que ele dizia; a fala era rápida e, na hora de pronunciá-las ficou tudo grudado e incompreensível.
Já Paula Cohen,achei ela ótima, mas ficou uma dúvida, pelo menos para mim, será que a profissão de Neusa a deixa tão traumatizada, juntamente com a carência afetiva, que ela é uma pessoa inquieta e até pode ser vista como louca ou ela usa drogas para se manter ligada no trabalho? A personagem não parava um minuto, Subia e descia da cama; se deitada parecia que tava ligada na tomada, andava de um lado para o outro.
Confesso que ainda não li a peça, agora me ficou mais urgente essa leitura para entender se foi uma interpretação da atriz ou se de fato foi o Plínio quis para sua personagem.
Navalha na Carne ficará em cartaz até o dia 19 de fevereiro, de terça a quinta-feira ás 21h.
Bye bye, baby!

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A nova casa do marquês.


A Companhia de teatro Os Satyros tem hoje um novo hóspede em sua casa, marquês de Sade. Já com a famosa peça, 120 dias de Sodoma, voltam à apresentar Filosofia na Alcova, que já foi um grande sucesso em sua primeira temporada e agora continua a mostrar sua eficiência no conquistar do público; exemplo disso foi nas Satyrianas deste ano; uma parte do público não conseguiu entrar para assistir a peça e, os que ingressaram a mais tiveram que se acomodar até na “sacada” do espaço 2.

No elenco, os atores: Andressa Cabral, Evelyn Ligocki, Beto Bellinni, Marta Baião, Diogo Moura e Ruy Andrade; direção de Rodolfo García Vázquez. Filosofia na Alcova mostra, mais ainda, o lado carnal do marquês. Não que 120 dias seja diferente neste aspecto contudo, as cenas do primeiro são mais chocantes e explicitas; no segundo, o texto é tão pesado e cruel que chega a nos fazer sentir um certo frio na espinha, uma necessidade de sentir-se humano.

Sempre houve comentários sobre esse segmento de peças, que são fortes e exageradas, mas se pararmos para analisar a mente das pessoas entende-se que tudo é possível dentro dela. O que há de errado em ser libertino se ele não busca nada além da sua realização?
Cada um respeite o próximo, neste ponto 120 Dias já foge um pouco, mas o que é mais normal do que os devaneios, as coisas proibidas?

Dois libertinos que ensinam uma jovem em potencial a tornar-se um deles. No começo do percurso, uma certa estranheza até chegar o momento do reconhecimento desta jovem com a sua nova vida; a aceitação, o prazer e também o sacrifício que, acaba por torna-se em, talvez, arrependimento.

Essa peça me fez refletir demais sobre as limitações; se elas existem é porque permitidos. E então como fazer para adequá-las nesse cotidiano hipócrita?
Se tiver a resposta avise, senão assista Filosofia na Alcova ás sextas e sábados ás 21h e pense e viva por 1 hora e meia o que é ter o gostinho de saborear as insanidades que existem na sua cabeça.

Moral? Quem tem hoje e o que ela é, de fato?

Domingo, 27 de Julho de 2008

Ser ou não ser? Sim, ele é.


Hamlet, a peça mais disputada desse primeiro semestre de 2008 continua a borbulhar e lotar os 506 lugares do Teatro FAAP.
Porque?
Simplesmente Wagner Moura.
Ator sensação do momento.
Apesar de estar constantemente em atividade na Tv Globo, em participações em seriados, foi no filme Tropa de Elite que o ator torno-se um marco nacional.
Sim, este blog continua a discutir sobre a direção e atuação dos atores mas, convenhamos que, se o Wagner Moura não fizesse parte desta apresentação, ela não seria tão disputada tapa a tapa pelo público por ingressos no custo de R$ 80,00, ou pelas camisetas personalizadas vendidas no hall do teatro por R$ 29,00 ou , essa é a parte que mais me alegrou, o valor de CINCO REAIS pela programação da peça.
É necessário falar mais?
Dá para ficar indignado?
Imagine só!

Enfim, voltando ao propósito principal.
Com direção de Aderbal Freire filho, este Hamlet vem com uma proposta moderna.
Nada de figurino de época; Modelos patrocinados pela Osklen.
Quer mais?

O cenário é simples. Apenas alguns andaimes em suas laterais.
Centro do palco, limpo.
Com alguns objetos para utilização das cenas, mas sempre amplo e descarado.
Das laterais da platéia, não era possível ver a todo o instante os atores que estão em cena.
Durante todo o espetáculo, os atores ficam em cena, nos andaimes, vendo tudo acontecer.
Não sei ainda bem o quanto isso me agradou.
Achei interessante, mas intrigante.
Notei um ou outro ator “em off” durante a apresentação.
Se nas Cortes, os reis quase nunca ficam sós, então aqueles que estão presentes, que se façam presentes!
Ou será que são apenas espectadores, como nós? Que quando cogitados, entram em cena e assumem seu papel?

Outro detalhe.
Intervalo.
Sou contra.
Acredito que quebra o clima de todos que estão envolvidos e, não parei de pensar desde então, e os atores? O que passa nesse momento em suas mentes?
Estão na personagem? Voltaram a ser eles mesmos?
Como é esse processo quando há essa quebra?

As falas são rápidas, na velocidade da mente louca de Hamlet.
Houve alguns engasgos pelos atores Tonico Pereira e Gillray Coutinho apesar, que este é um ator excepcional, foi fascinante durante toda sua apresentação.
Os outros atores tiveram uma representação boa, mas não memorável.
E o Wagner, será que errou?
Não. Meus olhos não conseguiam se desgrudar de sua pessoa; como se houvesse um imã, uma corrente que me puxasse a ele, toda vez que estava em cena.
A platéia parecia estar na mesma sintonia...seus olhos ficam vidrados em cada aparição de Hamlet, mas não pelo Wagner, mas sim pela sua personagem.

É lamentável que esta peça fique tão pouco tempo em cartaz e, principalmente que ela não esteja ao alcance de toda nossa população.
Seria majestoso que, Hamlet pudesse ser levado a quem o quiseste prestigiá-lo, para aqueles que não tem condições de gastar tal alta quantia que, de fato fosse valorizado a arte, o poder de levar este bem a todos, sem discriminação.

E que, principalmente, além de tudo, os programas das peças não fossem cobrados.

De todas as maravilhosas sensações que tive ao ver Hamlet, esta dura realidade me trouxe ao chão e me fez perceber que, no fundo no fundo, o que pode de fato importar é sempre o lucro.

Talvez não para o todo, mas ele permanece...

$$$
* Foto retirada do site da FAAP.

Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Cipriano e Chantalan versão 2008

O local é o mesmo e a expectativa está maior desde sua única apresentação em dezembro do ano passado.
Finalmente chega o dia em que a Companhia Uzyna Uzona apresenta a peça Cipriano e Chantalan.
Retiro quase tudo do que disse de ruim sobre. ( Aos que queiram entender melhor por favor vejam o post antigo de Chatalan)
Fiquei maravilhada e me senti criança de novo. O colorido espalhado entre os panos, estrelas e natureza, misturados com o coro de vozes dos atores mirins do Bixigão que alegram todo o espaço avenida Oficina.
Um item que preciso ressaltar. A beleza do cenário. Acho que nunca vi um cenário tão lindo. Simples e de uma vivacidade incrivel.
Com o enredo do amor interrompido de Cipriano que perde Chantalan em uma tarde de domingo este, desesperado corre atrás do seu amor por 7 anos e, nesse período, passa por aventuras fantásticas para reencontrar esse amor.
Passa pela casa do Sol – gay, ótima interpretação de Guilherme Calzarava, como o próprio astro e, sua mãe, interpretada por Céllia Nascimento. O público foi levado do inicio ao fim pelas peripécias das duas personagens.
Após esse momento “alegre”, Cipriano vai até o céu atrás da Princesa da Lua que, acompanhada por suas estrelas enriquecem a moral do gênero feminino de que “nunca se entregar rápido demais, esse é o X da questão.”
A cantora lírica e claro, atriz, Naomy Schölling foi o glamour desta viagem. Uma ótima atuação que prendeu o público com sua linda voz e com suas caras e bocas.
Sem encontrar o que queria, Cipriano continua sua busca e vai para a selva. Lá encontra índios que, ao conhecerem um empresário se vendem para o showbusiness.
E aí que eu me senti perdida.
Apesar de, em cada “mundo” que Cipriano visita, mesmo que ele não esteja o tempo todo presente, as passagens das personagens são apresentadas em um bom tempo. Não curta demais ou longo demais.
Mas, nessa cena da visita a selva, fica longo demais e o Cipriano apenas assisti ao fundo tudo que se passa.
E ai entramos no mundo árabe; e “vamos todos comer kibe!”
Não dá para negar que é uma parte muito animada, mas e....
Cadê a história mesmo?

Esses dois momentos foram os únicos no qual a história ficou perdida.

Enfim, Chantalan, que agora é uma “menina – gaivota” , reencontra seu amado.

O fim?

Ainda não.

Em meio do palco me aparece Alice. Sim, Alice no País das Maravilhas.

Apesar de ser uma peça que me lembra muito o Pequeno Príncipe, esse final com referência a Alice deu muito sentido as coisas fantásticas que aconteceram durante as 3 horas de apresentação.

Pode ter sido óbvio?
Pode.
Mas confesso que fiquei muito feliz com o resultado.
Senti- me novamente no Oficina.

Evoé!